Risco de ataque cardíaco dobra entre mulheres em cargos de chefia


Risco de ataque cardíaco dobra entre mulheres em cargos de chefia

(Christopher Robbins/Thinkstock)


Stress no trabalho aumenta ainda em 40% o risco de doenças cardíacas

A inserção da mulher no cada vez mais disputado mercado de trabalho pode trazer sérios riscos à saúde dela. De acordo com um estudo apresentado por pesquisadores da Harvard Medical School durante a conferência anual da Associação Americana do Coração, em Chicago, ocupar cargos de diretoria em empregos estressantes, que exigem horas de dedicação e pouco uso das habilidades criativas, pode duplicar as chances de um ataque cardíaco e aumentar em 40% os riscos do aparecimento de uma doença cardíaca.

Essas mulheres são ainda 43% mais suscetíveis a situações que demandam cirurgias cardíacas, como a ponte de safena. E, além da pressão cotidiana, elas estão acima do peso, têm pressão alta e colesterol elevado.

“Nunca vamos conseguir nos livrar do stress. Na verdade, um pouco de stress no dia-a-dia tem efeitos positivos”, diz Michelle Albert, médica cardiologista e líder do estudo. Para a especialista, no entanto, é necessário que a qualidade psicológica do trabalho seja monitorada de perto em consultas médicas, assim como é corriqueiro a medição da pressão sanguínea.

Prevenção – Entre as recomendações para tentar driblar os efeitos do stress estão práticas simples, como manter uma agenda de atividades físicas regulares, cultivar um círculo social próximo e tentar não levar trabalho para casa.

 

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