O Suicídio de Friziléia


 

 

O SUICÍDIO DE FRIZILÉIA


Friziléia é um nome esquisito. Será o nome de uma deusa antiga ou de uma heroína desconhecida? Não, é o nome de um personagem interpretado pela atriz Elizabeth Savalla.

O título da obra é: FRIZILÉIA – Uma esposa à beira de um ataque de nervos. Neste monólogo, a atriz Elizabeth Savalla conta a história de uma mulher que casou por pressão da sociedade e virou “mulher do lar”. Infeliz com seu casamento ela decide suicidar-se.

Ela decidiu suicidar-se, mas não queria um suicídio comum e após analisar muitas opções decidiu-se pela mais cruel, um suicídio em doses homeopáticas … NÃO FAZER NADA, DEIXAR TUDO DO MESMO JEITO!

Você imagina pior suicídio?

Este é um resumo muito rápido de um excelente hilariante/sério/cômico/triste/cômico/hilariante monólogo de duas horas. Mas o intuito não é fazer uma crítica teatral , mas sim utilizá-lo para fazer uma reflexão.

Quantas pessoas estão neste processo de “suicídio homeopático” por não fazerem nada, mesmo cientes de que a situação pela que estão passando exige uma atitude por parte delas?

“Na próxima Segunda-Feira eu vou começar com …”; “Estou pensando em fazer algo diferente, mas …”; “Eu fiz várias tentativas e não deram certo, vamos aguardar até o início do próximo ano e …” ou “Meu chefe não gosta de mim, então eu nunca vou conseguir essa promoção” ou “Eu não vou conseguir poupar um tostão até meu chefe autorizar esse ajuste no meu salário”.

Adiar a ação até outra oportunidade ou deixar para os outros a responsabilidade de fazer o que nós devemos fazer são as mais comuns das desculpas para deixar tudo do mesmo jeito, não fazer nada e … lamentar-se do quão injusta que a vida é com a gente.

Por que é tão difícil decidir? Provavelmente porque decidir implica “cortar com” ou “deixar fluir”. E sse desconforto provocado por não resolver uma situação determinada vira parte de nossa “zona de conforto”, ou seja, o desconforto já é conhecido e resolver o problema nos obrigará a experimentar algo novo (viver sem esse problema!).

Adiar a decisão, essa é a regra e procurar por um culpado (“algum outro que não seja eu”) resolve a situação por enquanto. Bem parecido ao “suicídio da Friziléia”, certo? Continuar sofrendo o problema, não é uma opção cruel de viver? Não é esse “suicídio em dose homeopática”?

Minha avó sempre falava: “Não deixes para amanhã o que pode ser feito hoje”. Palavras muito sábias que aplicadas à tomada de decisões significam: NÃO ADIE MAIS AS DECISÕES QUE PRECISAM SER TOMADAS HOJE!

 

Silvio Bianchi é Sócio-Diretor de BSB & Associados

Coach Pessoal e Profissional, Coach Executivo.
Consultor em Gestão Administrativa e Financeira de Organizações.
Membro da Sociedade Brasileira de Coaching.

 

 

 

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