Estilista espanhol cria tecido que se aplica com spray


 

Estilista espanhol cria tecido que se aplica com spray

Carmen de Águeda. 

 

Londres, 18 set (EFE).- Manel Torres, um estilista espanhol radicado em Londres há mais de uma década, criou um tecido que se aplica com spray e que, segundo seu criador, "revolucionará o conceito de as pessoas se vestirem".

 

De acordo com o estilista, a ideia surgiu quando chegou à capital britânica para fazer um mestrado em moda, há 14 anos, e começou a sentir a "necessidade" de criar um tecido novo que lhe permitisse "comunicar algo diferente" com seus modelos.

 

Em seguida, Torres começou suas primeiras pesquisas em laboratório para desenvolver um tecido que pudesse ser aplicado com spray, com a vantagem de ser moldado livremente por quem o utiliza.

 

O funcionamento da técnica é simples: basta aplicar o spray sobre a pele descoberta e as fibras vão se unindo e formando um tecido com o desenho desejado, cuja espessura depende da quantidade do produto utilizado.

 

Em vídeos demonstrativos do spray disponíveis na internet (no site "www.fabricanltd.com"), é possível observar que ele pode ser aplicado rente ao corpo, para que o tecido fique mais justo, ou borrifado enquanto é separado da pele, para que a peça fique mais solta.

 

As fibras do tecido, que podem ser recicladas de roupas usadas e permanecem em suspensão dentro do spray ou aerossol, ficam perfeitamente ajustadas, e o tecido é tão consistente que inclusive pode ser lavado.

 

Os sprays podem conter fibras de tecidos naturais, como lã, algodão ou seda, ou sintéticos, como o náilon, e as cores também são as mais variadas.

 

"O spray pode ser usado para fazer artesanato, em automóveis, decoração de interiores, como produto de limpeza, ou até como bandagem médica, isso sem falar das aplicações no mundo da moda, para fazer grafite em tela, mudar texturas ou desenhar inclusive peças completas", explicou Torres.

 

Segundo seu criador, uma das vantagens deste sistema é que permitirá a criação de "tecidos inteligentes", com partículas ativas que incluem perfumes ou remédios, no caso dos curativos.

 

"Além disso é barato", acrescenta Torres, que se diz "ansioso" para ver como a indústria receberá o produto e que aplicações terá na vida cotidiana.

 

Na próxima segunda-feira, o estilista apresentará o produto com um desfile na Universidade Imperial de Londres, que, segundo ele, "abrirá outro caminho, outra maneira de criar tecidos e de vestir".

 

"No futuro, não haverá camisetas, o conceito vai mudar e as pessoas poderão vestir uma peça de roupa criada para cada momento. Tudo depende da aceitação", conclui Torres, que se mostra especialmente "esperançoso" com as possíveis aplicações médicas do produto.

 

Para Torres, melhorar a resistência das peças é um dos desafios da invenção, que conseguiu passar do laboratório para as passarelas. EFE

 

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