Cartão Vermelho


 

Site avisa parceiro sobre DSTs

 

 

(Brasília, BR Press*) – O Ministério da Saúde lançou um site pelo qual poderão ser enviados cartões sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) de forma anônima. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que os brasileiros ainda têm medo de contar aos parceiros que contraíram alguma doença sexualmente transmissível. O site é http://www.aids.gov.br/muitoprazer. A idéia é que parceiros possam ser notificados – ainda que por e-mail – que devem procurar um médico e fazer exames.

 

Apesar de o site se referir à Aids, o serviço vale para todas as DSTs – que, segundo estudos, facilitariam em até 18 vezes a contaminação pelo vírus HIV. Um estudo inédito revelou que 10 milhões de pessoas, entre 15 e 64 anos, declararam já ter tido DSTs. Ao comentar os dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, o ministro avaliou ainda que a população masculina não busca os serviços de saúde como deveria.

 

Tabu

 

"Estamos falando de doenças que, na maior parte dos casos, têm cura, mas ainda estão fortemente presentes na sociedade. O agente causador da sífilis, por exemplo, foi descoberto há mais de 100 anos", disse. Para Temporão, falta de diálogo nas relações. O ministro lembrou que algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST), se contraídas durante a gestação, podem provocar a morte do bebê. Ele reconheceu que é preciso melhorar a oferta de testes para o diagnóstico de sífilis, por exemplo. "Quando a pessoa procura, é importante que o atendimento seja de qualidade", afirmou.

 

A diretora do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou que 78 milhões de brasileiros são sexualmente ativos. A estimativa da pasta é que 600 mil pessoas vivam com o vírus HIV no Brasil. Dessas, pelo menos 250 mil nunca fizeram o teste e não sabem que estão infectadas.

 

Informação vital

 

Para Mariângela, um dos desafios no país é facilitar que a informação chegue aos parceiros, possibilitando a "quebra" da chamada cadeia de transmissão. Outra prioridade, segundo ela, é que os profissionais de saúde estejam mais atentos e ofereçam orientações adequadas aos que procuram o serviço. "Não é só orientar sobre o preservativo. Orientações complementares são extremamente importantes", disse.

 

Para a secretária de Saúde substituta do ministério, Heloísa Machado, as DST representam "um importante problema de saúde pública". A frequência de reinfecção, a elevada taxa de transmissibilidade e as graves consequências, segundo ela, são fatores que indicam a necessidade de iniciativas voltadas para a prevenção e o controle.

 

25% dos homens

 

Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde revela que 25% dos homens brasileiros que apresentam algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST) – ou um em cada grupo de quatro – se automedicam. O número cai para apenas 1% quando o foco são as mulheres.

 

De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, nessa faixa etária, quanto menor é a escolaridade, maior é o percentual de quem recorre às farmácias e não aos consultórios médicos. A Região Norte concentra 24,5% dos homens que declararam ter tido pelo menos uma DST. Apesar de não ter divulgado os índices das demais regiões, o ministério informou que nenhuma ultrapassa os 20%.

 

Já em relação às mulheres que declararam ter tido pelo menos uma DST, a pesquisa indica que não há diferenças "significativas" entre as regiões brasileiras. No Nordeste, por exemplo, a taxa é de 7%, e no Sul, de 11,2%.

 

(*) Com Agência Brasil.

 

Yahoo!

QUE AMOR É ESSE?
Sociedade hipócrita, pode transar,
pode ferver e não assumir,
o governo te ajuda a ser covarde????
Pior, se o cara transa e manda o cartão depois, pra mim
isso é crime.

 

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