Estudo confirma risco de gordura abdominal para o coração


 

Estudo confirma risco de gordura abdominal para o coração

 

WASHINGTON (AFP) – Um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos comprovou que, quanto mais larga a cintura, maior é o risco – para homens e mulheres – de desenvolver doenças cardíacas.

 

Pesquisadores americanos analisaram os resultados de dois estudos realizados na Suécia com 36.873 mulheres de 48 a 83 anos e 43.487 homens de 45 a 79 anos, que responderam a um questionário sobre sua altura, peso e circunferência da cintura.

 

Durante um período de sete anos, entre janeiro de 1998 e dezembro de 2004, 382 mulheres do grupo sofreram sua primeira crise cardíaca, das quais 357 foram hospitalizadas e 25 faleceram. Entre os homens, 718 tiveram seu primeiro infarto; destes, 679 foram internados e 39 morreram.

 

Com base nas respostas dos participantes, os autores do estudo determinaram que 34% das mulheres apresentavam excesso de peso e 10% eram obesas. Entre os homens, 46% estavam acima do peso e 10% eram obesos.

 

"Seja qual for a medida, usando o índice de massa corporal, IMC (peso dividido pela altura ao quadrado), ou a cintura (…), constatamos que o excesso de peso estava ligado a uma maior frequência de crises cardíacas", explicou Emily Levitan, do centro médico Beth Israel de Boston (Massachusetts, nordeste), principal autora do trabalho, publicado na revista Circulation.

 

Uma análise mais refinada dos dados indica que, em mulheres com IMC 25, considerado o limite aceitável de gordura, mas apresentando uma cintura 10 centímetros além do recomendável, o risco de ter uma crise cardíaca é 15% maior.

 

Em mulheres com IMC 30, consideradas acima do peso, este risco aumenta para 18%.

 

Para homens com IMC 25 e 10 centímetros de excesso na cintura, o risco de crise cardíaca aumenta 16%; para aqueles que apresentam IMC 30, o risco chega aos mesmos 18% das mulheres.

 

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