Relacionamentos: tempo é vida


 

Relacionamentos: tempo é vida

Sandra Maia*/Especial para BR Press

 

 

(BR Press) – Há um tempo para a vida. Há um tempo para fazer o que quiser ? um tempo para viver e outro para morrer. De fato, podemos escapar de muitas coisas. Mas do tempo não há como. Vamos ter de aprender a lidar com ele, uma vez que é finito. E, por mais que demoremos a entender isso e passemos a desperdiçá-lo,aos poucos vamos compreendendo que TEMPO é VIDA.

 

E o que isso tem a ver com relacionamentos? Tudo, absolutamente tudo. É valioso parar, pensar, refletir sobre o tema. Até porque, muito além da relação que precisamos desenvolver conosco ? nosso corpo, nossa mente, nosso emocional, nosso espiritual ? temos companheiros, amigos, familiares, pets, temos uma casa, um trabalho, sonhos, desejos, temos vida. E quando não aprendermos a equilibrar o que investimos em cada uma dessas questões, é problema à vista.

 

Até porque, como você pôde perceber acima ? utilizei o TER propositalmente. Tudo, afinal, é passageiro e não somos donos de nada. Não temos poder sobre nada a não ser sobre nossas escolhas e nossa vida, pois nem sobre nosso tempo temos certeza do quanto nos será dado!

 

Bombinhas-relógios

 

Por isso, escrevi hoje só para lembrá-lo que toda vez que carregamos o foco em mais um aspecto do que em outro, ou, pior ainda, quando colocamos toda nossa energia em uma só relação seja ela amorosa, afetiva, profissional ou outra, criamos uma situação que precisaremos administrar e terá um custo alto…

 

Bem, e além dessas bombinhas que vamos plantando pelo caminho, o mais interessante é saber que como não valorizamos NOSSO TEMPO, não nos damos conta do que estamos fazendo. E, então, vamos viver com equívocos.

 

Auto-estima

 

Ou seja, colocar todas as nossas expectativas e sonhos em cima de um outro ou de uma relação ? o que reduz sobremaneira nossa probabilidade de encontrar paz e felicidade. Isto é ruim para nós, ruim para o outro… E mais: deixar de lado toda nossa sabedoria e sensibilidade que estão dentro, que já trazemos conosco para viver com o que interpretamos ser melhor no outro ou na relação, acaba com nossa auto-estima.

 

Resulta no deixar pra lá tudo o que importa. Tudo o que nos permite o autoconhecimento, o autodesenvolvimento o estar consciente sobre todos os aspectos do ser para que possamos, por fim, caminhar de forma a incrementar nosso aprendizado.

 

Muitas vezes agimos assim por fuga. Exemplo? A relação amorosa está ruim ou não existe. Então, ficamos até tarde no trabalho. Trabalhamos em dobro, em triplo e, esperamos que todos os demais funcionários façam o mesmo: ABRAM MÃO DE SUAS VIDAS…

 

Desequilíbrio

 

Outras vezes, colocamos todo o foco na relação amorosa ? que está boa ?, e então DEIXAMOS DE LADO A PRODUTIVIDADE, NÃO TRABALHAMOS, NÃO FICAMOS COM NOSSOS FAMILIARES E AMIGOS. Ou seja: perdemos a referência. Colocamos tudo a perder…

 

Exemplos não faltam de desequilíbrio. Sim, eles fazem parte da vida. O importante é não perder de vista que é passageiro e que pode mudar a qualquer momento que desejarmos.

 

Por isso, qualquer que seja o modelo que esteja vivendo, saiba que o mais importante é manter o equilíbrio e a harmonia entre suas escolhas. Saber que cada escolha demanda em uma perda. Que sempre haverá um custo… E, acima de tudo, compreender que a felicidade e a paz de espírito está totalmente vinculada ao desapego ao poder de soltar, deixar livre, libertar-se.

 

(*) Sandra Maia é autora dos livros Eu Faço Tudo por Você – Histórias e relacionamentos co-dependentes e Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno, editados pela Celebris. Fale com ela pelo e-mail smaia@brpress.net ou pelo Blog do Leitor.

 

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