American Way of Life – Não seria a hora de repensar tudo isso?


 

Do sonho americano ao pesadelo automobilístico: razões para o resgate

IMAGEM: ffffound!

 

SÃO PAULO – Imersas em profundas dificuldades financeiras, as gigantes de Detroit General Motors, Ford e Chrysler olham para o governo dos Estados Unidos em busca de ajuda para fechar suas contas, certas de sua enorme importância para a economia do país.

 

Se as razões do resgate de companhias do setor financeiro são evidentes para muitos, dadas as suas relações com todas as esferas da atividade econômica e seu papel crucial como intermediários entre poupança e crédito, talvez o mesmo não possa ser dito do segmento automobilístico.

 

Além da conexão histórica entre o fortalecimento da classe média nos EUA e a evolução das montadoras, seus produtos confortáveis e dispendiosos representam em muito o famoso modo de vida norte-americano. Assim como ocorreu com as gigantes instituições financeiras, sua derrocada torna nítido o momento difícil pelo qual passa a economia do país.

 

Uma cadeia inteira

 

Mas as montadoras representam apenas a parte mais visível de toda uma enorme gama de serviços e manufaturados necessários à produção de um automóvel, como produtos químicos, siderúrgicos, tecnologia da informação, além de toda a cadeia de distribuição e varejo.

 

De acordo com estudo divulgado pelo CAR (Centro para Pesquisas Automotivas), organização sem fins lucrativas que acompanha o setor nos EUA, o colapso da produção das três grandes empresas de Detroit levaria à perda de 3 milhões de empregos no próximo ano, além de mais 2,4 milhões em 2010 e 1,7 milhão em 2011.

Em um cenário menos pessimista, que incorpora a falência de apenas uma das três grandes companhias e redução da produção total em 50%, os empregos perdidos ao longo dos próximos três anos seriam aproximadamente cinco milhões.

 

O bolso de milhões

 

Ao contrário do modelo japonês de produção, marcado pelo maior emprego da robotização, as companhias norte-americanas tem por base o uso mais intensivo de mão-de-obra, com a presença de fortes organizações sindicais.

 

O salário anual médio dos trabalhadores diretamente ligados ao setor no estado de Michigan, que concentra as principais fábricas e sedes das grandes empresas, é de aproximadamente US$ 65 mil. De acordo com o CAR, o cenário menos pessimista geraria perdas de US$ 275 bilhões em termos de renda durante os próximos três anos e uma redução de arrecadação da ordem de US$ 108,1 bilhões.

 

O setor automobilístico é famoso por seu grande efeito multiplicador sobre a atividade econômica – potencial que uma determinada quantia tem para gerar valor adicional. Para além da cadeia de produção, as atividades desta indústria possui efeitos importantes para todos os outros setores da economia do país.

 

Como exemplo, não é difícil imaginar o efeito devastador sobre o setor de serviços em Michigan, caso os mais de 240 mil trabalhadores ligados diretamente à produção de carros percam seus empregos.

 

Yahoo!

Poderia acontecer assim o Obama diria para as montadoras, para cada acerto ambiental que ocorrer em sua cadeia de produção o governo possibilitará um incentivo.

A hora é agora.

Querida sobrinha se no futuro vc vir a ler este blog, antigo, saiba que batalhei pelo ar que você respira aí no futuro hoje.

Te amo futuro…

 

 

 

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