Jean-Jacques Rousseau sobre a preguiça


 

 

Jean-Jacques Rousseau sobre a preguiça

 

 

 

 

 

É inconcebível a que ponto o homem é naturalmente preguiçoso.

 

Dir-se-ia que ele só vive para dormir, vegetar, ficar imóvel; ele mal consegue se dispor a fazer os movimentos necessários para se impedir de morrer de fome.

 

Nada mantém tanto os selvagens no amor do seu estado que essa deliciosa indolência.

 

As paixões que tornam o homem inquieto, previdente, ativo, só nascem na sociedade.

 

Nada fazer é a primeira e a mais forte paixão do homem, depois da de se conservar.

 

Olhando-se bem, vê-se que, mesmo entre nós, é para chegar ao repouso que cada qual trabalha; é a própria preguiça que nos torna laboriosos.

 

 

De: ROUSSEAU, Jean-Jacques. Essai sur l’origine des langues. Paris: Aubier-Montaigne, 1974, p.129.

Blog do Antônio Cícero 

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