Chocolate na Dieta, pode!


 

 

Coma chocolate, sua saúde agradece

          Ele protege o coração, o sistema nervoso e ainda alivia a TPM

     

 

A textura, o aroma, o sabor e a capacidade de derreter suavemente na boca arrebata os sentidos, desperta o corpo e provoca sensações emocionais. O êxtase é absoluto, com uma vantagem incomparável: não se trata de nenhuma substância ilícita apesar, é bem verdade, de existirem os viciados assumidos, que não abrem mão de uma (ou várias) barras diárias de chocolate.

 

Se, na Páscoa, essa delícia ganha passe-livre na sua dieta por motivos de força maior, vale ficar atenta aos benefícios dela para justificar a comilança no restante do ano. Desde, é claro, que você preze pela moderação, afinal a mistura de leite e cacau mais saborosa do planeta é rica em açúcar e gordura, portanto cheia de calorias.

 

 

Vida doce

Tudo a seu redor melhora depois de um bom tabletinho marrom? Não é auto-sugestão, pode ficar tranqüila. Quimicamente, o chocolate possui importantes componentes estimulantes: a cafeína, que atrapalha a atuação da adenosina no cérebro, substância responsável por diminuir o ritmo de atividade dos neurônios. Ou seja, provoca excitação em vez da calmaria.

 

 

E ainda conta com um alcalóide chamado teobromina, que potencializa o efeito da cafeína. A teobromina, ao contrário da cafeína, não estimula o sistema nervoso central, sendo seus efeitos principalmente diuréticos (alimentos destacam-se por esse tipo de efeito, conheça alguns), explica a nutricionista Fabiana Honda, da Consultoria Nutricional Patrícia Bertolucci, de São Paulo.

 

 

Para completar o mix de agitação, ele também possui doses de feniletilamina, um composto natural com efeitos semelhantes aos das anfetaminas. Esse ingrediente é apontado como o vilão para a compulsão pelo doce. Pesquisas supõem que os chocólatras são pessoas com problemas no mecanismo de regulagem de feniletilamina do corpo, diz Fabiana. Isso porque a substância estimula os centros de prazer da massa cinzenta, daí a vontade de não parar de comer nunca.

 

 

 

Uma das explicações está na queda do nível de magnésio do sangue nesse período. Dá-lhe apelar para a barrinha mágica de cacau para repor o nutriente, importante no equilíbrio da serotonina, o neurotransmissor que controla o humor. Mas não é preciso comer uma caixa de bombons para se sentir mais feliz. (Essa é a questão: começar e não parar enquanto não acaba).

 

   

A sensação de bem-estar encontra respaldo na ação da endorfina e dopamina. Cientistas afirmam que o chocolate é capaz de aumentar a produção dessa dupla de substâncias que tem relação com o relaxamento.

 

 

Está aqui mais um motivo para as mulheres serem as principais consumidoras da guloseima, principalmente nos períodos da malfadada TPM. Para aplacar a irritação, o time feminino ataca o doce.

 

 

A Organização Mundial da Saúde recomenda não extrapolar o limite de 30 gramas por dia, explica Fabiana Honda.

 

 

Dieta preventiva (eba!)

 

O lado bom dessa tentação não pára por aí. Um pequeno pedaço de chocolate preto por dia melhora o fluxo arterial e beneficia a saúde vascular.

 

Em um relatório apresentado na reunião anual da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos, em Chicago, cientistas afirmaram que o chocolate escuro, em pequenas quantidades, pode reduzir o risco de um ataque cardíaco por diminuir a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos sangüíneos.

 

Esses mesmos efeitos não foram observados em relação ao chocolate branco, composto basicamente por gordura daí os mais conservadores nem cotarem a barrinha albina. O sistema nervoso também sai no lucro a cada boa mordida. Os flavonóides, antioxidantes encontrados nas sementes do cacau, têm poder de aumentar o fluxo de sangue no cérebro e fazê-lo funcionar melhor , explica a nutricionista de São Paulo.

 

Na dúvida entre o ao leite ou o amargo? Aposte no último. Pesquisas demonstram que ele pode servir como escudo protetor contra os radicais livres, moléculas responsáveis pela degeneração das células. A versão ao leite contém mais gordura e menor teor de flavonóides. Além disso, o próprio leite prejudica ação desses antioxidantes. Essa substâncias auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares e na diminuição do LDL, colesterol ruim , diz Fabiana. (entenda a diferença entre o bom e o mau colesterol)

 

Também vale tomar alguns cuidados para que as propriedades nutritivas do chocolate não se transformem em inimigas. Saber escolher o melhor chocolate é fundamental.

 

Fuja dos produtos que abusam da gordura hidrogenada para substituir o cacau confira as proporções no rótulo. E prefira consumir o chocolate logo após as refeições (depois do almoço, por exemplo) por se tratar de um alimento de alto índice glicêmico.

 

Quando ingerido, após longos períodos de jejum, ele é prontamente transformado em glicose e absorvido mais rapidamente, despertando a fome pouco tempo depois , diz Fabiana Honda.

Calorias numa porção de 30g (um tablete pequeno)

Chocolate branco: 160 Kcal

Chocolate ao leite: 170,4 Kcal

Chocolate amargo: 161 Kcal

 

Você apela a uma barrinha de chocolate em que situações? 

 

 

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